Pular para o conteúdo
Lançamento em janeiro de 2027

Fator R: o que é e quando ele reduz o imposto da sua empresa

O Fator R decide se a empresa de serviços do Simples paga pelo Anexo III ou pelo Anexo V. Veja como calcular, quando vale ajustar o pró-labore e quando não vale.

· 3 min de leitura

Se a sua empresa presta serviços e está no Simples Nacional, existe uma conta que pode mudar bastante o imposto que você paga: o Fator R. Ele decide se a empresa recolhe pelo Anexo III, que começa em 6%, ou pelo Anexo V, que começa em 15,5%.

O que é o Fator R

O Fator R é a relação entre a folha de pagamento e o faturamento dos últimos 12 meses:

Fator R = folha dos últimos 12 meses ÷ receita bruta dos últimos 12 meses

Na folha entram os salários dos funcionários, o pró-labore dos sócios e encargos como o FGTS.

  • Fator R de 28% ou mais: a empresa paga pelo Anexo III.
  • Fator R abaixo de 28%: a empresa paga pelo Anexo V.

Quem é afetado

O Fator R vale para uma lista de serviços da lei do Simples, entre eles:

  • consultoria e gestão;
  • tecnologia e desenvolvimento de software;
  • engenharia, arquitetura e design;
  • publicidade e marketing;
  • medicina, odontologia, psicologia e outras atividades de saúde.

Comércio, indústria e alguns serviços (como contabilidade e escolas) não dependem do Fator R: eles têm anexo fixo.

Um exemplo com números

Uma consultoria fatura R$ 600 mil por ano. Não tem funcionários, e a sócia tira R$ 3 mil por mês de pró-labore.

  1. Folha em 12 meses: R$ 36 mil.
  2. Fator R: R$ 36 mil ÷ R$ 600 mil = 6%.
  3. Resultado: Anexo V, com imposto de cerca de R$ 107 mil por ano (17,85% do faturamento).

Se a folha chegasse a 28% do faturamento (R$ 168 mil no ano), a empresa iria para o Anexo III e o imposto cairia para cerca de R$ 63 mil por ano. Uma economia de mais de R$ 43 mil no DAS.

Então é só aumentar o pró-labore?

Não necessariamente. Para chegar aos 28%, o pró-labore da sócia teria que subir para R$ 14 mil por mês. Só que pró-labore paga INSS e Imposto de Renda, enquanto a distribuição de lucros (dentro dos limites da lei) não paga.

No exemplo, o INSS e o IR da sócia subiriam de cerca de R$ 4 mil para R$ 43 mil por ano. Somando tudo, o ganho real fica em torno de R$ 4 mil por ano, e não R$ 43 mil.

Ou seja: o Fator R pode ser uma ótima economia, mas a conta precisa ser feita inteira, olhando a empresa e o bolso do sócio juntos. Em muitos casos, contratar alguém que a empresa já precisa, ou rever a divisão entre pró-labore e lucros, dá um resultado melhor.

Como saber o seu

Faça a conta no nosso simulador de Fator R. Ele é gratuito e mostra o anexo e o imposto estimado.

Se quiser a conta completa, com pró-labore, lucros e a comparação com o Lucro Presumido, fale com a gente: fazemos uma análise dos impostos da sua empresa, sem compromisso.